Houve trovão, houve relâmpago, então as estrelas foram embora e a lua caiu do céu, sangue, sangue por todo o lado, e quase todos que eu conhecia estavam mortos, ouço gritos por todo o lado, gritos de dor, desespero, fúria e até mesmo choros..Estou no Egito lutando, é onde acontece a úlitma batalha, a guerra de sangue, o apocalipse, agora o solo do Egito está manchado por sangue e corpos multilados, Gaia está manchada, manchada por uma vergonha imunda..corro pelo campo de batalha arrancando pedaços dos que cruzam meu caminho, alimentando meu machado com sangue dos inimigos, minha carne esta rasgada, cicatrizes estão abertas, mas não sinto dor alguma...procuro por “ele” o tempo todo, é ele que eu quero fazer sentir minha fúria, mostrar meu poder, minha força, rasgá-lo com meu machado e depois arrancar-lhe a cabeça, erguer bem alto em meio ao campo de batalha, urrar como nunca, mostrar à todos do que sou capaz e entregar à Gaia sua cabeça..exibi-la como meu troféu...
Irmãos tombam ao meu lado, tento avistar Hórus, mas não o vejo, tento me comunicar telepaticamente com ele, mas não responde...até que ali encontro quem procuro..vindo em passos lentos, me encarando e com um olhar de fúria que eu jamais tinha visto em inimigo algum, senti que ia ser uma verdadeira batalha, afinal encontrei alguém com com lutar de verdade...onde ele passa, todos se afastam....afinal ele é o temido Deus-Lobo, sanguinário, poderoso e forte..o grande Fenris...sinto que os que estão ao meu redor se afastam consideravelmente, cria-se um grande circulo...empunho meu machado, olho fixo nos seu olhos e me afasto um pouco, preparando-me...ele fica ali parado, como se estivesse esperando o primeiro golpe...ouço uma voz....”Você, de todos os meus filhos, foi o que mais me envergonhou, aqui arrancarei seu coração e o comerei, sem piedade alguma”....fui tomado de uma sensação estranha, como se meu corpo quisesse se curvar diante dele e prestar reverência..meu criador, meu pai.....mas...hahahahahaha...eu tomarei o seu lugar.....ouço uma voz atrás de mim e um movimento rápido como se fosse me golpear..olho para trás, vejo a coruja se afastando de mim..olho para frente, e nãaaaa aghhhhhhhhhhh..............................
- Maldiçãooo, desgraçadoooo, aahhhh.
Acordo com mais um pesadelo, tão real que pude sentir o calor e cheiro do seu bafo na minha cara...todas as noites, durante todos esses anos que estou aqui, isso me persegue, as lembranças do passado ainda me assolam, me assustam e não me deixam em paz...luto contra meus demônios todas as noites, então me levanto daquele velho e podre sofá, lavo meu rosto e vou até a janela como de costume..vou até lá fora..olho para o céu, olho entre as árvores, então resolvo ir até a Umbra..mas antes de atravessa-la por completo vem até mim um espírito, o espírito corvo dizendo que caiu uma neve estranha em Salem, completamente fora de estação...e me diz que talvez esteja na hora de partir..deixar para trás esta velha cabana e a Alemanha, onde vivo atualmente...estou aqui à muitos anos, todos que conheço estão mortos, mas talvez ele tenha razão não posso ficar aqui e morrer de velho, preciso novamente me aventurar pelo mundo e é isso que vou fazer....
quinta-feira, 13 de março de 2008
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Um comentário:
[storyteller] 15.03.08
[...] e aqui comeca a estoria do Cria de Fenris que ha de ser conhecido por Raguem; nao existe pior fim a um guerreiro do que morrer em total paz. E mesmo que Raguem estivesse a procura da companhia desta misteriosa dama conhecida como Morte, ele naum faria deste encontro uma tarefa facil: teria que ser levando outros tantos com ele, ou teria de ser mastigado por colossais criaturas.. mas nunca. mas nunca entorpecido num sofa sem mesmo a companheira solidao.
[...] enquanto atravessava a ponte da lua ele pode ouvir os ruidos do corvo se distanciando, e da penumbra ele farejou Salem pela primeira vez.. cheiro de pinus e terra molhada. contemplou cogumelos q cresciam sob as folhas secas e insetos ocupados em suas atividades diarias... mas havia ainda algo que naum pertencia aos mortais dentro de um espaco construido por maos humanas. havia sim o odor de argamassa e pedras... e simbolos q indicavam um espaco sagrado para os humanos...
e pouco a pouco .. seres como vindos de um baile de mascaras da propria veneza se materializavam pelo cemiterio, rindo, bebendo e conversando como velhos amigos. um baile de seres mascarados em pleno cemiterio.. e aos q viam Raguem, faziam sinal de reverencia com o esboco de um malicioso sorriso.
[...]
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